Com dívida de R$ 38 mil, ONG suspende resgates e teme fechar as portas em Campo Grande
Capital

Com dívida de R$ 38 mil, ONG suspende resgates e teme fechar as portas em Campo Grande

02/09/2026 • 11:12

Mais de 300 gatos resgatados de situações de abandono e maus-tratos dependem hoje de uma estrutura que corre o risco de não conseguir continuar funcionando em Campo Grande. Com uma dívida superior a R$ 38 mil, a ONG Amicats suspendeu temporariamente novos resgates e busca apoio para evitar o encerramento das atividades.

Há quase dez anos atuando na proteção animal, a entidade chegou a um dos momentos financeiros mais delicados de sua trajetória. Segundo a ONG, são necessários aproximadamente R$ 36 mil por mês para manter o atendimento aos animais atualmente acolhidos.

O valor cobre despesas como ração, areia sanitária, medicamentos, internações veterinárias, produtos de limpeza e custos relacionados à manutenção do espaço.

Com as contas acumuladas, a prioridade passou a ser garantir alimentação e atendimento aos animais que já vivem no local.

“Chegamos ao nosso limite. Já suspendemos os resgates porque não temos condições de assumir novos animais enquanto não conseguirmos equilibrar nossas contas”, explica a presidente da Amicats, Ana Cristina Castro.

Segundo ela, a organização continua recebendo diariamente pedidos para acolher gatos abandonados, doentes, feridos ou vítimas de maus-tratos. Sem recursos suficientes, porém, aceitar novos animais poderia comprometer os cuidados daqueles que já dependem da entidade.

Mais de 300 animais dependem da estrutura

Entre os gatos mantidos pela Amicats estão filhotes, animais idosos e outros que chegaram ao espaço após situações de abandono e violência. Alguns foram acolhidos ainda pequenos e permanecem aguardando uma família.

Além dos custos básicos de alimentação e higiene, parte deles necessita de medicamentos e acompanhamento veterinário.

“Temos gatos que chegaram ainda bebês, outros idosos, alguns que nunca tiveram uma família. Eles não têm culpa da situação em que foram colocados e dependem completamente de nós”, relata Ana Cristina.

A situação financeira também aumenta a necessidade de adoções responsáveis. Cada animal adotado reduz a quantidade de gatos mantidos na estrutura e permite direcionar recursos para aqueles que ainda necessitam de atendimento.

ONG busca doações e voluntários

Para tentar atravessar a crise, a Amicats está recebendo doações de ração, areia sanitária, cobertas, medicamentos e produtos de limpeza. A entidade também busca voluntários para auxiliar na manutenção do espaço e nos cuidados com os animais.

Contribuições financeiras podem ser feitas em qualquer valor pelo Pix/CNPJ 27.806.981/0001-15.

A ONG também mantém informações sobre os gatos disponíveis para adoção e as necessidades atuais por meio do perfil @ongamicats no Instagram.

Além das doações emergenciais, a entidade espera ampliar o número de adoções para diminuir gradualmente a quantidade de animais mantidos no abrigo.

Sem conseguir retomar os resgates e com mais de 300 gatos ainda dependendo diariamente da estrutura, a mobilização agora é para impedir que uma atividade mantida há quase uma década em Campo Grande seja interrompida pela falta de recursos.