Recordando o 11 de setembro: 22 anos da tragédia que mudou o mundo
Capital

Recordando o 11 de setembro: 22 anos da tragédia que mudou o mundo

11/09/2023 • 17:11

Os ataques terroristas de 11 de setembro de 2001, às Torres Gêmeas, em Nova York, nos Estados Unidos, completam 22 anos. Coordenados pela organização fundamentalista islâmica Al-Qaeda, na manhã daquele dia, dezenove terroristas sequestraram quatro aviões americanos comerciais com passageiros, na costa leste do país.

Dois deles foram usados intencionalmente contra as famosas torres do World Trade Center (WTC), outro jogado ao Pentágono, na capital Washington, enquanto o outro caiu numa área desabitada no estado da Pensilvânia. Um marco trágico na história mundial e resultou na morte de 2.977 pessoas. Não houve sobreviventes em qualquer um dos voos.

Os Estados Unidos respondeu aos ataques com o lançamento da Guerra ao Terror: o país invadiu o Afeganistão para derrubar o Talibã, que abrigou os terroristas da Al-Qaeda. Os norte-americanos também aprovaram o Usa Patriot Act, um decreto assinado por George W. Bush em 26 de outubro. Muitos outros países também reforçaram a sua legislação antiterrorismo e ampliaram os poderes de aplicação da lei.

Al-Qaeda

A origem da Al-Qaeda pode ser rastreada até 1979, quando a União Soviética invadiu o Afeganistão. Osama bin Laden viajou para o Afeganistão e ajudou a organizar mujahidin árabes para resistir aos soviéticos. Sob a orientação de Ayman al-Zawahiri, Bin Laden tornou-se mais radical. Em 1996, Bin Laden divulgou sua primeira fatwa, pedindo para os soldados americanos deixarem a Arábia Saudita.

Osama bin Laden

Bin Laden, que orquestrou os ataques, inicialmente negou sua participação, mas em 2004 admitiu seu envolvimento. A rede Al Jazeera transmitiu uma declaração de Bin Laden em 16 de setembro de 2001, afirmando que “gostaria de salientar que eu não realizei este ato, que parece ter sido realizado por indivíduos com motivos próprios”. Em novembro de 2001, as forças americanas recuperaram uma fita de vídeo de uma casa destruída em Jalalabad, no Afeganistão. Na fita, Bin Laden é visto falando com Khaled al-Harbi e admite a presciência dos ataques.

Khalid Sheikh Mohammed

O jornalista Yosri Fouda do canal de televisão árabe Al Jazeera relatou que em abril de 2002, Khalid Sheikh Mohammed admitiu o seu envolvimento, junto com Ramzi bin al-Shibh, nos ataques de 11 de setembro. O Relatório da Comissão determinou que a animosidade de Mohammed, o principal arquiteto dos ataques, para com os Estados Unidos era resultado da sua “violenta discordância da política externa dos Estados Unidos de favorecer Israel”. Mohammed foi também o consultor e financiador do atentado de 1993 ao World Trade Center e era tio de Ramzi Yousef, o terrorista líder do ataque.

Motivos

Alega-se que os três principais motivos para os ataques de 11 de setembro sejam a presença americana na Arábia Saudita, o apoio a Israel por parte dos Estados Unidos e as sanções contra o Iraque. Estes motivos foram ditos explicitamente pela Al-Qaeda em declarações pretéritas aos atentados.

O atentado já foi retratado nas telas dos cinemas e da televisão de várias maneiras, seja abordando o ocorrido, seja usando a história como pano de fundo.