Agentes de Saúde percorrem bairros da capital reforçando medidas de prevenção ao combate do mosquito da dengue
Capital

Agentes de Saúde percorrem bairros da capital reforçando medidas de prevenção ao combate do mosquito da dengue

27/07/2023 • 11:40

Em Campo Grande os casos de dengue tiveram uma redução de quase 80%, considerando o comparativo entre os dois últimos meses do ano, de acordo com o boletim epidemiológico divulgado pela Gerência Técnica de Endemias junto com a Sesau, no mês de julho até o momento foram notificados apenas 333 casos, apesar dos números ainda não estarem fechados, a previsão é de que o declínio nos casos seja mantido.

Durante todo esse ano (de 01 de janeiro a 26 de julho), foram notificados 14.160 casos e cinco óbitos por dengue em Campo Grande. No mesmo período, foram confirmados seis casos de Zika e oito de Chikungunya.

A Secretaria Municipal de Saúde (Sesau) alerta para a importância da manutenção das medidas de prevenção e combate ao mosquito Aedes aegypti, que não transmite só a dengue, como a Zika e a Chikungunya. Além disso, os servidores do serviço de educação e saúde, estão percorrendo os bairros da capital, reforçando as orientações para prevenção e combate ao mosquito.

Nesta semana, o trabalho foi iniciado no Bairro Alves Pereira, onde ficarão até o dia 29. Os agente já passaram no Jardim Noroeste, Tarumã e Nova Campo Grande, a equipe faz a entrega do material educativo, tiram dúvidas e orientam sobre as medidas de prevenção.

O secretário municipal de Saúde, Sandro Benites, destaca que o trabalho de informar e orientar a população sobre as medidas de prevenção e combate à dengue é de extrema importância para o controle efetivo da doença.

 “A dengue é uma doença transmitida pelo mosquito Aedes aegypti, e sua incidência tem aumentado significativamente em diversas regiões do Brasil. As ações de informação e orientação são fundamentais porque visam conscientizar a população sobre a gravidade da doença, os sintomas característicos, a importância de buscar atendimento médico em caso de suspeita e, principalmente, sobre as medidas preventivas que podem ser adotadas no cotidiano para evitar a proliferação do mosquito transmissor”, ressalta o secretário.

A dengue é uma doença que pode levar a quadros graves, como a dengue grave e a febre hemorrágica, podendo até levar à morte em casos mais severos.

Os principais focos de reprodução dos mosquitos é nos recipientes com água parada, pneus e objetos que possam acumular água, além do uso de repelentes e telas nas janelas para proteger-se das picadas do Aedes aegypti. Essas ações simples, mas eficazes, podem fazer toda a diferença na redução da incidência da dengue.

“Quando a comunidade se engaja nessa luta, é possível promover ações coletivas para eliminar os focos de reprodução do Aedes aegypti, tornando o controle da doença mais eficiente”, destaca o secretário.

 

Ações estratégicas – A redução expressiva no número de casos de dengue em Campo Grande é reflexo do trabalho que vem sendo executado nas sete regiões e distritos do município, além de ações estratégicas que envolvem a sensibilização da população, monitoramento de áreas de risco, visitas domiciliares, remoção de materiais inservíveis e de potenciais criadouros do mosquito e eliminação de focos.

No início do ano, a  Prefeitura de Campo Grande lançou uma megaoperação, denominada “Operação Mosquito Zero”, que ao longo de quatro meses percorreu as sete regiões urbanas e distritos do município. Foram mais de 80 mil imóveis vistoriados, toneladas de materiais inservíveis recolhidos e centenas de focos do mosquito Aedes aegypti eliminados.

Paralelo à Operação Mosquito Zero, o trabalho de rotina e monitoramento é intensificado com o uso das chamadas “Ovitrampas”, além da sensibilização e engajamento comunitário, através das ações de Educação em Saúde nas escolas públicas e privadas e empresas.

O município também apostou na instituição e fortalecimento de parcerias, ampliando a adesão ao projeto “Colaborador Voluntário”, que tem o objetivo de instituir a cultura da prevenção, implementando ações compartilhadas entre o poder público e privado, propiciando às empresas envolvidas no processo condições para desenvolverem de modo eficiente o programa de prevenção, evitando as doenças de caráter endêmico e epidêmico.