Agentes de Saúde percorrem bairros da capital reforçando medidas de prevenção ao combate do mosquito da dengue
Em Campo Grande os casos de dengue tiveram uma redução de quase 80%, considerando o comparativo entre os dois últimos meses do ano, de acordo com o boletim epidemiológico divulgado pela Gerência Técnica de Endemias junto com a Sesau, no mês de julho até o momento foram notificados apenas 333 casos, apesar dos números ainda não estarem fechados, a previsão é de que o declínio nos casos seja mantido.
Durante todo esse ano (de 01 de janeiro a 26 de julho), foram notificados 14.160 casos e cinco óbitos por dengue em Campo Grande. No mesmo período, foram confirmados seis casos de Zika e oito de Chikungunya.
A Secretaria Municipal de Saúde (Sesau) alerta para a importância da manutenção das medidas de prevenção e combate ao mosquito Aedes aegypti, que não transmite só a dengue, como a Zika e a Chikungunya. Além disso, os servidores do serviço de educação e saúde, estão percorrendo os bairros da capital, reforçando as orientações para prevenção e combate ao mosquito.
Nesta semana, o trabalho foi iniciado no Bairro Alves Pereira, onde ficarão até o dia 29. Os agente já passaram no Jardim Noroeste, Tarumã e Nova Campo Grande, a equipe faz a entrega do material educativo, tiram dúvidas e orientam sobre as medidas de prevenção.
O secretário municipal de Saúde, Sandro Benites, destaca que o trabalho de informar e orientar a população sobre as medidas de prevenção e combate à dengue é de extrema importância para o controle efetivo da doença.
“A dengue é uma doença transmitida pelo mosquito Aedes aegypti, e sua incidência tem aumentado significativamente em diversas regiões do Brasil. As ações de informação e orientação são fundamentais porque visam conscientizar a população sobre a gravidade da doença, os sintomas característicos, a importância de buscar atendimento médico em caso de suspeita e, principalmente, sobre as medidas preventivas que podem ser adotadas no cotidiano para evitar a proliferação do mosquito transmissor”, ressalta o secretário.
A dengue é uma doença que pode levar a quadros graves, como a dengue grave e a febre hemorrágica, podendo até levar à morte em casos mais severos.
Os principais focos de reprodução dos mosquitos é nos recipientes com água parada, pneus e objetos que possam acumular água, além do uso de repelentes e telas nas janelas para proteger-se das picadas do Aedes aegypti. Essas ações simples, mas eficazes, podem fazer toda a diferença na redução da incidência da dengue.
“Quando a comunidade se engaja nessa luta, é possível promover ações coletivas para eliminar os focos de reprodução do Aedes aegypti, tornando o controle da doença mais eficiente”, destaca o secretário.
Ações estratégicas – A redução expressiva no número de casos de dengue em Campo Grande é reflexo do trabalho que vem sendo executado nas sete regiões e distritos do município, além de ações estratégicas que envolvem a sensibilização da população, monitoramento de áreas de risco, visitas domiciliares, remoção de materiais inservíveis e de potenciais criadouros do mosquito e eliminação de focos.
No início do ano, a Prefeitura de Campo Grande lançou uma megaoperação, denominada “Operação Mosquito Zero”, que ao longo de quatro meses percorreu as sete regiões urbanas e distritos do município. Foram mais de 80 mil imóveis vistoriados, toneladas de materiais inservíveis recolhidos e centenas de focos do mosquito Aedes aegypti eliminados.
Paralelo à Operação Mosquito Zero, o trabalho de rotina e monitoramento é intensificado com o uso das chamadas “Ovitrampas”, além da sensibilização e engajamento comunitário, através das ações de Educação em Saúde nas escolas públicas e privadas e empresas.
O município também apostou na instituição e fortalecimento de parcerias, ampliando a adesão ao projeto “Colaborador Voluntário”, que tem o objetivo de instituir a cultura da prevenção, implementando ações compartilhadas entre o poder público e privado, propiciando às empresas envolvidas no processo condições para desenvolverem de modo eficiente o programa de prevenção, evitando as doenças de caráter endêmico e epidêmico.