Do câncer à superação: conheça o projeto Marta Rosa e seu poder de transformação através das tatuagens
Desde o início da década de 1990, quando a Fundação Susan G. Komen for the Cure lançou e distribuiu aos participantes da primeira Corrida pela Cura, realizada em Nova York (EUA), com isso, o mês de outubro se tornou um símbolo de conscientização para a detecção precoce do câncer de mama.
A tatuadora Patricia Ferreira, conhecida como Ladys, desenvolveu o projeto Marta Rosa, à 5 anos, e vai além de simplesmente tatuar. Sua missão é ajudar a recuperar a autoestima das mulheres que enfrentaram o câncer de mama e passaram por cirurgias que resultaram na retirada da mama ou em cicatrizes. Inspirada pelas dores vivenciadas por mulheres de sua própria família, Paty decidiu agir e devolver a confiança que o câncer roubou.
“O que eu poderia amenizar para outras mulheres de alguma maneira que reduzisse todo esse sofrimento do pós, que é bem complicado, né? Então foi meio que uma homenagem, para as minhas avós e minhas tias, todas tiveram que passar pelo processo do câncer. Algumas delas faleceram e outras conseguiram vencer essa etapa. E aí, por elas eu decidi fazer esse projeto, que eu posso fazer com a minha arte. E essa foi a maneira que eu achei de estar contribuindo. Elas foram minhas inspirações.” relembra Paty.

Com sua habilidade artística e sensibilidade humana, Paty utiliza a tatuagem como uma forma de reconstrução emocional e física. Cada desenho é cuidadosamente escolhido e adaptado às necessidades e desejos de cada mulher. O objetivo é transformar cicatrizes em obras de arte, que não apenas camuflam, mas também celebram a força e a beleza das sobreviventes.
Além de oferecer um serviço estético e gratuito, Paty também se torna uma confidente e apoio emocional para suas clientes. Ela compreende que o processo de cura vai além das marcas físicas e busca proporcionar um ambiente seguro e acolhedor para que as mulheres possam compartilhar suas histórias e encontrar força umas nas outras.

O trabalho de Paty vai muito além de simplesmente tatuar. Ela está ajudando a mudar vidas, restaurar a autoestima e empoderar mulheres que enfrentaram uma das batalhas mais difíceis de suas vidas. Com sua arte e compaixão, ela está mostrando que é possível encontrar beleza e esperança mesmo nas situações mais desafiadoras.
Para fazer parte do projeto a mulher que passou pela doença, precisa de um laudo do médico, autorizando tanto a pigmentação da aréola quanto a cobertura da cicatriz. “E se tiver tomando remédio, não tem problema. Eu só oriento se caso ela precisar passar por alguma cirurgia, aí eu não recomendo. O tempo mais ou menos é de pelo menos 1 ano após a última cirurgia. E é importante ela já estar fazendo um agendamento.”

Foto: Reprodução/ Redes Sociais
Para Patricia, o projeto foi uma jornada de autodescoberta. Em 2018, ela foi honrada com o prêmio Homenagem, uma conquista em um festival de tatuagem. Como mulher, Patricia percebeu que todas as pessoas são perfeitas do jeito que são, com suas imperfeições e acertos únicos. Essa revelação a fez repensar sobre sua visão de estética e beleza, e agora ela admira profundamente a singularidade e a beleza de cada indivíduo.
“Verificando minha agenda e a da cliente, a gente a conversa, e eu vejo a necessidade de cada uma. Tem mulher que às vezes não quer fazer a pigmentação da pele a aréola, e só quer cobrir uma cicatriz, e a partir dai a gente faz o serviço de arte.”
- Prêmios que Paty ganhou em disputas de tatuagens
Para quem quiser saber mais informações e procurar pelo Projeto acesso o link.

