Polícia conclui investigação e aponta feminicídio na morte da fisioterapeuta Fabíola Marcotti
A Polícia Civil concluiu as investigações sobre a morte da fisioterapeuta Fabíola Marcotti, de 51 anos, encontrada morta com um disparo na cabeça, e confirmou que o caso se trata de feminicídio. O resultado foi divulgado nesta segunda-feira (17) pela Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam).
Com a conclusão do inquérito, João Jazbik Neto, de 78 anos, voltou a ser preso na última sexta-feira (14). Ele estava em liberdade provisória durante parte das investigações.
De acordo com a Polícia Civil, a nova prisão ocorreu após a finalização das perícias técnicas, que reuniram elementos considerados suficientes para comprovar a materialidade do crime. Os laudos produzidos durante a investigação descartaram a hipótese inicial de suicídio e apontaram que Fabíola foi vítima de feminicídio em contexto de violência doméstica e familiar.
Ao longo da apuração, a equipe da Deam realizou uma série de diligências, incluindo a oitiva de testemunhas e a análise de aparelhos celulares apreendidos. As informações extraídas dos dispositivos foram consideradas fundamentais para o esclarecimento do caso.
Em nota, a Polícia Civil informou que todas as etapas investigativas foram concluídas e que o inquérito será encaminhado ao Poder Judiciário e ao Ministério Público Estadual, responsáveis pela análise do material e eventual oferecimento de denúncia criminal contra o investigado.
O caso ganhou grande repercussão em Mato Grosso do Sul e agora segue para a fase judicial, após o encerramento das investigações policiais.