Bancários de Campo Grande aprovam paralisação de 24 horas após rejeitarem proposta da Fenaban
Economia

Bancários de Campo Grande aprovam paralisação de 24 horas após rejeitarem proposta da Fenaban

19/08/2026 • 11:09

Os bancários de Campo Grande e região decidiram cruzar os braços por 24 horas nesta quinta-feira (20), em protesto contra a proposta apresentada pela Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) durante as negociações da campanha salarial da categoria.

A decisão foi tomada em assembleia virtual promovida pelo Sindicato dos Bancários de Campo Grande-MS (SEEBCG-MS), realizada na noite de segunda-feira (17). Segundo a entidade, a proposta patronal foi rejeitada por ampla maioria dos participantes, que também aprovaram a realização de paralisações e manifestações para pressionar os bancos a retomarem as negociações.

De acordo com o sindicato, a proposta apresentada na sétima rodada de negociações prevê a criação de diferentes faixas salariais para aplicação de reajustes, sem detalhamento dos percentuais ou critérios que seriam adotados. Outro ponto criticado pela categoria é o congelamento do piso de ingresso para novos trabalhadores do setor bancário.

Entre as principais reivindicações dos bancários estão reajuste salarial com ganho real acima da inflação, valorização da Participação nos Lucros e Resultados (PLR), aumento dos valores dos auxílios alimentação e refeição, além da atualização do piso salarial da categoria. Os trabalhadores também defendem a criação de um piso específico para profissionais da área de Tecnologia da Informação.

A pauta inclui ainda melhorias nas condições de trabalho. Os bancários cobram medidas contra metas consideradas abusivas, o combate ao chamado assédio algorítmico e o fim do monitoramento permanente que, segundo a categoria, aumenta a pressão por produtividade dentro das instituições financeiras.

Outro ponto defendido pelo movimento é a ampliação do quadro de funcionários. O sindicato argumenta que novas contratações ajudariam a reduzir filas nas agências, diminuir a sobrecarga de trabalho e melhorar o atendimento ao público.

A campanha também reúne reivindicações voltadas à diversidade e inclusão, como igualdade salarial, ampliação do acesso ao emprego e oportunidades de crescimento profissional para mulheres, negros, indígenas, pessoas com deficiência e integrantes da comunidade LGBTQIA+.

Na área de tecnologia, a categoria pede o fortalecimento dos programas de bolsas integrais de qualificação e a reserva de vagas para mulheres, buscando reduzir a desigualdade de gênero em um dos setores que mais crescem dentro do sistema financeiro.

Segundo o SEEBCG-MS, a mobilização integra o Dia Nacional de Paralisação dos Bancários, que será realizado simultaneamente em diversas regiões do país com ações presenciais e digitais.