MS dá mais um passo para se tornar carbono neutro até 2030, com projeto na agricultura familiar
Foto: Álvaro Rezende
Capital

MS dá mais um passo para se tornar carbono neutro até 2030, com projeto na agricultura familiar

07/12/2023 • 16:55

Projeto inovador desenvolvido pelo Governo do Estado de Mato Grosso do Sul, por meio da Semadesc (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação), vai incluir 800 pequenos produtores rurais para implementar e criar áreas de agrofloresta, e ainda garantir o pagamento de crédito de carbono.

Mato Grosso do Sul tem como meta, até o ano de 2030, ser um território reconhecido internacionalmente como Carbono Neutro.

“Estamos trazendo sustentabilidade, e a questão econômica para os agricultores familiares. O valor do crédito, 80% vai para o agricultor familiar. É realmente um envolvimento em torno de um único objetivo, que é inserir esses produtores familiares dentro da produção sustentável e com sistemas que vão gerar resultado econômico a partir do crédito de carbono”, disse o governador Eduardo Riedel.

Nos próximos quatro anos, a previsão é de que o projeto contribua na expansão e instalação de agroflorestas em propriedades rurais de todo o Estado. Com estimativa de que cada produtor tenha 2,5 hectares de agrofloresta, totalizando 2 mil hectares até 2027.

Projeto

O diferencial do projeto formalizado hoje (7) é o pagamento pelo crédito de carbono da agrofloresta, o que é possível por meio de plataforma desenvolvida pela Rabobank Acorn que envolve desde a medição do crescimento da biomassa via tecnologia de sensoriamento remoto e a subsequente comercialização do crédito de carbono à sua rede de clientes internacionais.

A Acorn é um programa desenvolvido pelo Coöperatieve Rabobank U.A. – da Holanda –  para prestar assistência aos pequenos produtores, que desejam otimizar o uso da terra, conciliando preservação ambiental com a produção de alimentos, mediante a adoção de sistemas agroflorestais, com a certificação dos créditos de carbono que são quantificados nas unidades de remoção de carbono (Carbon Removal Units – CRUs).

O desenho da agrofloresta, com arranjo de espécies nativas do Cerrado, como o cumaru e o jatobá – associada a espécies frutíferas -, foi desenhado por professores e pesquisadores da UFGD (Universidade Federal da Grande Dourados), em conjunto com a Acorn e a Cooperativa de Produtores Orgânicos de Mato Grosso do Sul (Cooperapoms).

O Governo do Mato Grosso do Sul co-investe neste projeto junto com o Rabobank Acorn e a Rabo Foundation e irá colaborar via a disponibilização de assistência técnica, insumos e no apoio no acesso de co-financiamento para a implementação da agrofloresta.

O parceiro local responsável pela coordenação da implantação do projeto será a Cooperativa de Produtores Orgânicos de Mato Grosso do Sul (Cooperapoms) com sua rede de associados e por meio de cooperativas e associações parceiras no Estado.