O presidente da Assembleia Legislativa recebeu o Governador do Estado para alinhar o projeto de investimentos para MS
Em reunião com deputados estaduais, o governador Eduardo Riedel (PSDB) apresentou detalhadamente o financiamento de R$ 2,37 bilhões que será feito com BNDES (Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social), na manhã desta quarta-feira (30), na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul. Os recursos serão aplicados no programa de investimentos na área de infraestrutura com mais de 900 km de obras em rodovias estaduais.
Riedel alinhou o debate com os parlamentares e protocolou o Projeto de Lei de autoria do Poder Executivo pedindo a autorização do Legislativo para prosseguir com a transação. Os recursos fazem parte do pacote de investimentos na área de infraestrutura que prevê a pavimentação de 600 km em rodovias estaduais e mais 300 km de restauração de estradas, para melhorar e ampliar a malha rodoviária, dando mais segurança ao tráfego, encurtando caminhos e contribuindo com o escoamento da produção.
O governador também ressaltou a escolha pelo financiamento junto ao BNDES devido a flexibilidade para execução dos projetos (investimentos). Além disso, só será possível devido ao momento de boa capacidade de pagamento do Estado, que é letra “A” na Capag (Capacidade de Pagamento), avaliação feita pelo Tesouro Nacional, com indicadores sobre o baixo endividamento, poupança corrente e índice de liquidez do Estado.
“Estado está desenvolvendo uma carteira de projetos para atender a demanda existente, que é urgente e necessário para o desenvolvimento do Mato Grosso do Sul”, afirmou o governador durante o encontro, que ocorreu na sala da presidência da Assembleia.
O presidente da Assembleia Legislativa, deputado Gerson Claro (PP), avaliou como “positivo” o pacote de investimentos anunciados, porque atende a uma necessidade premente do Estado para consolidar o grande volume de investimentos privados já contratados, boa parte em andamento. “São mais de R$ 60 bilhões em projetos que vão exigir melhorias na estrutura viária do Estado, que terá de absorver um fluxo muito maior, principalmente de carretas”, argumenta.