Polícia esclarece que médico integrava quadrilha e foi morto após cobrar dívida
Capital

Polícia esclarece que médico integrava quadrilha e foi morto após cobrar dívida

08/08/2023 • 17:29

A Polícia Civil esclareceu a morte do médico Gabriel Paschoal Rossi, de 29 anos, e destacou que o mesmo participava de esquema especializado em estelionato e foi assassinado após cobrar o valor de R$ 500 mil dos golpes aplicados. O criminoso teve a morte encomendada pela amiga, Bruna Nathália de Paiva, 29, também criminosa e ação detalhada pelos investigadores em uma coletiva de imprensa, na manhã desta terça-feira (08), em Dourados.

Segundo o delegado do SIG (Setor de Investigações Gerais), Erasmo Cubas, Gabriel teve a morte encomendada pela amiga pessoal depois de cobrar sua parte no esquema criminoso, no qual participava fraudava cartões e benefícios de pessoas mortas. “O Gabriel participava esquema de fraudes de cartões e fraude de benefícios de pessoas mortas. Ele fazia saques e repassava para a quadrilha. Ele conhecida a Bruna pessoalmente e fez a parte do esquema até gerar a quantia maior que ela não queria repassar”, disse o delegado.

Bruna premeditou todo o crime e gastou mais de R$ 150 mil na contratação de três homens que foram assassinaram Gabriel. Os envolvidos foram identificados como Guilherme Augusto Santana, 34, Keven Rangel Barbosa, 22, Gustavo Kenedi Teixeira, 27 e vieram de Minas Gerais junto com a mandante, onde se hospedaram na casa de temporada na Vila Hilda, torturaram e assassinaram o estelionatário.

“Ela alugou a casa por 15 dias, então quando desembarcaram em Dourados, a mandante atraiu o Gabriel até a residência com uma suposta negociação de compra de maconha na Fronteira do Paraguai, assim ele foi capturado e torturado pelas homens com a finalidade de passar senhas do banco e do celular, até que foi asfixiado e teve o pescoço perfurado, tendo pés e mãos amarrados”, destacou.

Gabriel agonizou por 48 horas até morrer e a pretensão de Bruna era que o corpo fosse encontrado após 15 dias, quando conseguisse esvaziar as contas do médico e aplicar golpes nos familiares e amigos. Após o crime, Bruna e os comparsas vieram para Campo Grande, onde embarcaram no aeroporto para Minas Gerais.

Localização

A mulher teria inventado boatos sobre crime passional, pois como amiga íntima de Gabriel sabia dos envolvimentos com mulheres casadas da região. Após o crime, Bruna passou a usar o celular da vítima para conversar com amigos e familiares, onde se passava pelo médico para pedir dinheiro emprestado. A escrita diferenciada levantou suspeita do círculo de amigos e com o achado do corpo, as ações da estelionatária pararam. A localização do aparelho bateu no município de Pará de Minas, em Minas Gerais.

“Foi feita uma cortina de fumaça de informações de aborto, pedido de dinheiro, contas no nome dele para pedir dinheiro. A Bruna pegou o celular, tem expertise em golpes de estelionato. Leu todas as mensagens e começou a mandar as mensagens para os amigos. Conseguiu esvaziar uma das contas dele, pediu dinheiro e criou outra conta no nome dele”, ressaltou o médico.

O crime 

Gabriel Paschoal Rossi, de 29 anos, foi encontrado morto com pés e mãos amarrados, na manhã desta quinta-feira (03), em Dourados – distante a 233 quilômetros de Campo Grande. A vítima foi estrangulada e estava desaparecida há quatro dias, após não retornar ligações dos familiares.

Segundo site Dourados News, Gabriel estava com os pés e mãos amarrados e teria sido estrangulado com fio de energia elétrica. O corpo do médico foi encontrado após vizinhos suspeitarem de um carro parado na frente de uma casa de temporada e sentir mal cheiro vindo do local.