Encenação da Via Sacra no Portal Caiobá
Com um elenco de jovens, adultos e crianças que tiveram a coragem de apresentar e trabalhar com o suor do rosto e a força dos braços, foi apresentado nesta Sexta-Feira Santa o Teatro a Paixão de Cristo na Paróquia São João Evangelista no bairro Caiobá.
Atores e produtores apresentaram os principais momentos da paixão e morte de Cristo.
A apresentação teve o apoio e o carinho do Padre Subin Soosai Marian, pároco da Paróquia São João Evangelista. A equipe contou com atores e produtores que trabalharam com muita entrega e dedicação.
O grupo buscou retratar de forma fiel, com a presença do Espírito Santo, como a própria diretora Carolina Barros Maeshiro citou, mediante a coreografia e figurino próprios da época, criado e meditado a partir do texto bíblico e tradição da Igreja Católica.
Este momento de entrega dos fiéis iniciou-se com a Celebração do Senhor às 15:00, horário que Jesus foi morto segundo a Tradição, seguido da Via Sacra e, por seguinte, o Teatro encenado na Rua em frente à Paróquia.
O tempo fechou, mas a fé venceu o medo, no momento da Paixão de Cristo, segundo fiéis, foi a mão de Deus que não permitiu a chuva e sim o tempo fechado, para que o teatro fosse mais fiel, o céu escureceu.
A encenação contou com um acréscimo após a morte de Jesus, pois quando o personagem Jesus, feito por Yuri Morihei Maeshiro, foi colocado “morto devido à cruz” no colo de Maria, encenado por Edna Rodrigues Silva, ela, com Jesus morto em seu braço, teve memória dela com Jesus neném em seu colo, dele brincando em seu quintal, dele fazendo o ofício de carpintaria e, depois de instantes de memória, ela volta o olhar para seu filho que agora está morto em seus braços.
Teve participações inusitadas de dois atores ateus que fizeram personagens dos soldados por gratuidade, como Cleiton Wilker Garcia Cardoso e Wille Bruno Garcia Cardoso, e somaram ao time de soldados Evandro Walker Garcia Cardoso e Robson Lopes Rolim. Os ladrões que atuaram, Luan Luidy dos Santos Barros e Carlos Eduardo dos Santos Nascimento, atuaram com muita veemência nos personagens.
As produtoras Cristina Marques e Leticia Vilalba de outras paróquias contribuíram com muito suor nos bastidores, junto com elas estava a maquiadora Rubia Morgana Freitas que fez um trabalho sensacional. Foi um teatro envolvido pelos músicos Gerson Morihei Maeshiro, Alecsandra Fernandes da Silva e Carolina Barros Maeshiro, que cantaram canções da tradição da igreja como Ave Maria e Ninguém te ama como eu.
Foi um teatro em um bairro muito carente, mas que, por parte de todos, sobrou entrega, dedicação e muito amor a este nome: Jesus Cristo.